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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Saudades

Esse Post de "volta " é em homenagem a uma amiga que foi embora, não seu porque, mas sinto falta dela.
Tinhamos o costume de dar, uma para outra, o que chamavamos de estimulo, que era uma foto, imagem, musica, enfim algo para que a outra pudesse escrever sobre, e esse foi meu primeiro conto...



Crônicas de uma separação alaranjada.

Estava frio.
Cheguei em casa decidido, acabou.
Ela me aparece completamente sensual, como nunca esteve. Ela nunca esteve!
Fiquei estarrecido, foram 12 anos pra descobri-la assim. Olhei aquela mulher que já não olhava mais. Ela não era sensual.
Me casei cedo, era um jovem que deveria viver, e ela, ah... nem se fala, fui o único homem dela.
Tentei falar, juro, tentei, mas quando comecei fui arrebatado por um par de pernas e braços entrelaçados em mim. Porque ela nunca tinha feito isso antes? Parecia que já sabia de minha decisão.
Bom, quando acabou, fui fumar meu cigarro, o derradeiro cigarro na varanda de minha casa, completamente satisfeito, o cheiro da manhã era docemente sem poluição, como se eu tivesse voltado para o tempo onde os carros e as motos, os caminhões, esses nem se fala, todos, não existiam ali, naquele momento era eu com eu mesmo. Que sensação boa! Liberdade. Voltei a ser eu! O céu era de uma belez... mas uma beleza indescritível! Uma mistura de rosa com um alaranjado!
Putz já eram cinco da manhã, o sol poderia ficar parado por mais... umas... duas horas. Seria um dia lindo.
Ela dormia.
Fui até a mesa de cabeceira, ela não tinha culpa! Coloquei minha aliança encima de uma papel escrito: “Era assim que sempre deveria ser, agora é tarde! Desculpa talvez eu criei isso” Senti que o que eu tive naquela noite nunca mais teria de novo! Ela não era aquilo. Será que a deixei ser? Será que na verdade eu não permiti que ela fosse diferente? Bom não adianta mais, abri a porta, coloquei a chave, como combinávamos, no pretinho que fica debaixo do vazo de plantas e sai.
Nunca mais vi uma manhã daquelas!